Remodelação de clínicas e hospitais: boas práticas e experiência da Matrice

07

Julho 2026

A remodelação de unidades de saúde — clínicas, hospitais, laboratórios ou centros de diagnóstico — exige um nível de rigor muito superior ao de qualquer outro tipo de obra. Cada intervenção afeta diretamente o funcionamento da unidade, a segurança dos utentes e a eficiência dos profissionais. Por isso, a experiência prática e o domínio técnico tornam‑se fatores decisivos.

Ao longo dos últimos anos, a Matrice tem realizado diversas obras em ambiente clínico no Norte de Portugal, incluindo intervenções em unidades da CUF e unidades de saúdes. Essa experiência permite identificar um conjunto de boas práticas essenciais para garantir remodelações seguras, eficientes e alinhadas com as exigências do setor da saúde.

Antes de iniciar qualquer intervenção, é fundamental realizar um levantamento técnico detalhado:

  • estado das infraestruturas existentes (elétricas, canalização, AVAC)
  • compatibilização com equipamentos médicos
  • requisitos normativos específicos para unidades de saúde
  • análise de riscos e pontos críticos

Este planeamento permite prever fases de obra, minimizar imprevistos e garantir que o espaço remodelado cumpre todas as exigências clínicas.

Corredor interior com pavimento cinzento polido, paredes brancas e iluminação embutida; inclui uma zona de espera com sofá protegido por plástico, mesa pequena e sinalética de emergência, transmitindo ambiente limpo e organizado.

2. Remodelação faseada para garantir continuidade de operações

Em ambiente clínico, parar o funcionamento não é opção. Por isso, a remodelação deve ser pensada em fases, garantindo que:

  • gabinetes continuam operacionais
  • fluxos de utentes e profissionais não são interrompidos
  • zonas críticas são isoladas
  • ruído e poeiras são controlados

Nas obras realizadas na CUF São João da Madeira, por exemplo, a criação e união de gabinetes, a renovação de lavandarias e a atualização de infraestruturas foram feitas de forma faseada, assegurando que a unidade continuava a funcionar com segurança. Além disso, também o horário de funcionamento é um fator a ter em consideração neste tipo de empreitadas. A Matrice adapta-se às necessidades de cada cliente, garantindo flexibilidade e horário para minimizar o impacto nas operações. 

Sala de diagnóstico equipada com ecógrafo, marquesa azul e branca, mesa com computador e cadeiras; inclui tomadas técnicas, pontos de gases medicinais e iluminação clínica, transmitindo organização e prontidão para exames.

3. Gestão de fluxos e acessibilidade: eficiência e segurança no dia a dia

A remodelação de espaços clínicos deve considerar:

  • acessos para utentes com mobilidade reduzida
  • circulação segura entre gabinetes, salas de colheita e zonas técnicas
  • separação entre fluxos limpos e fluxos sujos
  • proximidade funcional entre serviços

Uma má gestão de fluxos compromete a eficiência da unidade e aumenta riscos operacionais.

Sala de espera moderna com cadeiras coloridas alinhadas, cadeiras empilhadas e uma mesa infantil com bancos; espaço iluminado por luz natural, com extintor visível e sinalética de emergência, pensado para acolher adultos e crianças.

4. Infraestruturas críticas: o coração invisível da obra clínica

Em ambiente clínico, as infraestruturas são elementos essenciais para garantir segurança e qualidade e exigem soluções de elevada complexidade técnica:

  • AVAC com gestão técnica centralizada (GTC), assegurando controlo rigoroso de temperatura, humidade e qualidade do ar.
  • Instalações elétricas compatíveis com equipamentos sensíveis, incluindo UPS, transformadores de isolamento e circuitos gerais e de emergência.
  • Canalização adequada a zonas de colheita, lavandarias e gabinetes.
  • Iluminação técnica que garante níveis de luminosidade adequados e luzes reguláveis para diferentes procedimentos clínicos.
  • SADI (Sistema Automático de Deteção de Incêndios) com estrutura centralizada, reforçando a segurança em todas as áreas.
  • Pavimentos específicos para cada zona — condutivos para dissipação de energia em caso de falha em máquinas de exame, e com rugosidade em zonas húmidas para evitar escorregamentos.
  • Tintas técnicas de elevada qualidade, antibacterianas e laváveis, aplicadas em áreas clínicas e de apoio.
  • Sistemas de chamada de enfermeiro nas zonas destinadas a utentes, como macas, zonas de colheita, vestiários e casas de banho.
  • Revestimentos em chumbo nas salas de exame — soluções já aplicadas em projetos como o Hospital CUF de Viseu e em curso no Hospital de Penafiel.

Nas obras da Matrice, estas infraestruturas são sempre revistas e atualizadas, garantindo que o espaço remodelado responde às necessidades reais da unidade.

Consulte Remodelação de Espaços Hospitalares: Cuidados e Rigor e entenda detalhadamente as infraestruturas críticas

Sala de exame com marquesa coberta por proteção descartável, carrinho com consumíveis clínicos, zona de lavagem com lavatório e equipamentos de diagnóstico; ambiente esterilizado e preparado para procedimentos.

5. Segurança, higiene e controlo de obra: prioridade máxima

Ambientes clínicos exigem cuidados adicionais:

  • isolamento de áreas de intervenção
  • controlo de poeiras e partículas
  • gestão de resíduos
  • proteção de equipamentos médicos
  • comunicação constante com a equipa da unidade

Este ponto é especialmente visível nas obras acompanhadas no Hospital Arrifana de Sousa, onde cada fase é monitorizada para garantir segurança total.

Corredor interior minimalista com pavimento cinzento, paredes brancas e três portas de acesso a gabinetes; iluminação embutida e ambiente clínico organizado e funcional.

6. Comunicação contínua com a equipa clínica

A obra não é apenas técnica é também operacional. Por isso, manter comunicação constante com:

  • direção da unidade
  • equipa de enfermagem
  • equipa de manutenção
  • responsáveis de segurança e higiene

Esta comunicação contínua permite ajustar fases, prever necessidades e garantir que a remodelação respeita o funcionamento diário da unidade. É um ponto crítico, já que em obras de remodelação há sempre imprevistos e exige uma dinâmica muito ativa para executar trabalhos em função da necessidade e da disponibilidade de cada espaço. 

Sala clínica ampla com janelas de grande dimensão, braços técnicos suspensos no teto para suporte de equipamentos médicos e ambiente minimalista e esterilizado, preparado para procedimentos ou cuidados especializados.

7. Testes finais e validação técnica antes da entrega

Antes da entrega, é essencial realizar:

  • testes de AVAC
  • verificação de circuitos elétricos
  • testes de pressão e estanqueidade
  • validação de acessos e fluxos
  • revisão de acabamentos e ergonomia

Só assim se garante que o espaço está pronto para ser utilizado com segurança.

Sala de espera moderna com grandes janelas, cadeiras brancas e coloridas alinhadas e uma pequena área infantil com mesa e bancos; espaço luminoso, acolhedor e pensado para diferentes tipos de utentes.

Remodelar unidades clínicas é uma especialidade e a experiência faz a diferença

As obras realizadas pela Matrice em unidades como a CUF demonstram que remodelar espaços de saúde não é apenas “fazer obra”. É compreender o impacto que cada decisão tem no funcionamento da unidade, na segurança dos utentes e na eficiência dos profissionais.

Com planeamento rigoroso, fases bem definidas, controlo técnico e comunicação constante, é possível transformar espaços clínicos sem comprometer operações — e com resultados duradouros.